O menor dos 3 países visitados, mas com toda a certeza, o que mais vale a pena retornar para conhecer melhor.
O Uruguay é um país que já foi argentino, brasileiro, mas acabou lutando para se tornar independente e conseguiu. O mais engraçado lá é ver como eles falam um espanhol muito misturado ao português. Mas não diga que não é espanhol, ou você arruma inimigos!
Os uruguaios são extremamente simpáticos e recebem os brasileiros com extremo carinho e atenção, muito diferente dos argentinos e paraguaios. Mas as diferenças não páram por aí. O país inteiro é limpo. Mesmo as casas mais humildes são limpas e organizadas.
A moeda uruguaia está com paridade de 1x10 do real, ou seja, com 1 real você tem 10 pesos uruguaios, mas em praticamente todos os lugares aceitam dólares ou reais. Os pesos argentinos que levei, entretanto, tive de trocar na casa de câmbio, por que eles olham meio torto pras notas e em muitos lugares não aceitaram.
Queijo, vinhos e artefatos de couro - o lugar ideal
Quem gosta de um bom vinho e um queijo de primeira, tem de conhecer o Uruguai. Eles têm excelência no tratamento dos derivados de leite e os vinhos, até mesmo os mais baratinhos, são muito melhores que os nossos brasucas. SEM COMPARAÇÃO.
Roupas de couro lá é muito barato. E você ainda pode conhecer todo o processo do curtimento do couro até se transformar em bolsas, jaquetas, cintos, etc;
O Uruguai tem diversas cidades centenárias. Desde Colonia del Sacramento, tipicamente portuguesa, que lembra Paraty (RJ), até Montevideo, Rocha e outras que merecem a pena uma revisita.
Apesar de não ser uma potência, nem de estar livre de problemas econômicos, o povo uruguaio é cordial e compartilha com o brasileiro a rixa contra os argentinos. Eu mesmo passei por isso, ao atravessar a fronteira, seguraram todos os carros argentinos, revistaram dentro e fora. Já os brasileiros passavam direto. Parei para perguntar ao guarda se não precisava de nenhuma permissão ou documento, ele me disse que só com a carta-verde já era suficiente, afinal, éramos países irmãos. Mas pelo visto a argentina deve ser país-sogra ou país-concunhado deles, pois o tratamento era completamente diferente.
O Uruguay também tem o paraíso das compras. Na pequena Chuí, divisa com o Rio Grande do Sul, assim como em Sacramento, há dutys frees e pode-se comprar muita coisa boa, legítima e não tão em conta como no paraguay, mas com muito menos dificuldade em andar e procurar o que se quer levar.
Ainda mais: não só bebidas,perfumes, eletrônicos e cigarros você encontra lá. Nestas cidades ainda há lojas especializadas em vinhos e queijos de todo o país por preços de mussarela e sangue de boi!!! Queijos e vinhos de primeira, acredite!
O único lado ruim destas cidades é que, com toda a certeza, os brazukas a transformaram num novo paraguay. Gente comprando pra todo lado, carros alucinados não respeitando os sinais e faixas, e um povo ligeiramente mal educado similar aos paraguaios. Mas justamente na cidade colada no Brasil eles são assim? Iguais ao Paraguay? Acho então que o problema são os brasileiros, com toda a certeza!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
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