Até quando os norte-americanos continuarão se sentindo donos do mundo? Confesso que minha paciência está se esgotando contra os bisbilhoteiros lá de cima.
Hoje estava lendo notícias, como de costume, quando li que uma colunista americana disse que o filme Avatar deveria ser proibido no Brasil... Esta é a [ridícula] teoria dela:
(veja a matéria completa em http://www.huffingtonpost.com/lori-pottinger/emavatarem-should-brazil_b_430724.html)
O plano [do governo brasileiro] de vender o poderoso rio [amazonas] para quem pagar mais vai resultar em despejos forçados e no drástico fim de culturas e do meio de subsistência de milhares de pessoas", afirma.
"É provavelmente bom para o governo Lula que a maioria das pessoas que vivem em tribos na Amazônia não possam ir ao multiplex da esquina para levar essa pancada", diz a jornalista, para quem "isso poderia desencadear uma enchente que o governo não poderia represar".
Não sei se fiquei mais atordoado com a quantidade de besteiras que ela fala em poucas linhas, ou se foi com o próprio Uol e Folha online que publicam uma notícia absurda como esta.
Eu só não entendi muito bem se a idéia desta infame pessoa é que o filme não poderia passar no Brasil para não incentivar as pessoas a destruirem a amazônia e os povos que vivem da [e na] floresta, ou se a preocupação dela é que os povos que lá vivem, caso assistam ao filme, ficarão revoltados... De qualquer forma, as duasversões me parecem um tanto quanto malucas, não?
Agora pergunto eu:
1- Quantos cherokkees, apaches e outras etinias norte-americanas sobraram nos EUA? O que eles fizeram até hoje para ajudar a preservar essas tribos? Se não fizeram nada no passado, pergunto, o que fazem hoje no presente?
2- Quanto resta de mata virgem neste "prezado" país? E quanto estão replantando para minimizar as toneladas diárias de gás carbônico que eles eliminam diariamente no ar?
3- Por que os EUA acham que sabem tudo sobre os outros países e ainda continuam acreditando que somos pobres coitados, que desmatamos sem consciência, que somos "animais" sem saber o que fazer e precisamos de "anjos" americanos para nos apontar o caminho correto?
4- Incrível que os EUA e a CHINA, hoje os principais poluidores mundiais, até agora não fizeram nada para conter a emissão de gases; Mas os americanos ficam de olho na amazônia querendo nos dar lição - e se fosse possível - nos tirariam na marra de lá para tomarem [supostamente] conta.
A relação é assim: você compra um terreno. Derruba todas as árvores. Constrói uma indústria no local. Polui (e enriquece diariamente). Daí você olha pra um vizinho um pouco distante que tem uma grande área preservada e vê que este vizinho está derrubando algumas árvores. Por seu poderio e influência político-econômica, começa a fazer todos os outros vizinhos a se rebelarem contra este coitado que derruba meia dúzia de árvores ao dia. E consegue... Mas o que ninguém comenta é o quanto você polui e o que você fez com as árvores que existiam ali, onde hoje está sua indústria.
É engraçada a posição atual de Obama... todos achavam que seria melhor que o Bush, mas ele demonstrou que americano é americano. Vão continuar a atacar os países produtores de petróleo com a falsa bandeira da guerra anti-terrorismo. Cuidado, brasileiros! Lembrai-vos da Petrobras! Será que estamos em solo seguro contra estes fascistas do terceiro milênio?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O filme de Lula - um ato político?
Alguns da situação alegam que o filme Lula, o filho do Brasil, por ser dirigido pelo Fábio Barreto, supostamente ligado a TV Globo, resultou num filme insosso, e não deu o toque que necessitava para mostrar o verdadeiro Lula.
Já a oposição vai mais além: diz que o filme é uma propaganda política e pode influenciar a eleição este ano. Fico confuso com isso...
Oras, o filme não me pareceu nem uma coisa nem outra. Mostrou o Lula enquanto pessoa, suas dificuldades na infância, as desgraças de sua vida, o pesadelo da viuvez e a vocação para o Sindicalismo. Nada além disso, nem menos que isso.
É um filme que emociona, sim, mas não nos torna mais simpáticos ao Partido dos Trabalhadores (PT). Então como ele pode influenciar as eleições?
Se com todo o carisma de Lula e sua excepcional avaliação de mandato pelo povo brasileiro, ainda assim deslanchar a Dilma está complicado, como eles acham que o filme vai influenciar uma eleição se não mostrou, nem por um minuto, o Lula político, aquele que tentou a eleição por 3 vezes e só conseguiu quando declarou que seria sua última tentativa? O Lula deputado, o Lula internacional...
O Lula é querido por todos. Aqui e lá fora. Mesmo com os sucessivos escândalos do PT, mesmo dando apoio total ao Sarney (que teve suas vísceras expostas com tanta corrupção), mesmo falando errado, cometendo gafes, todo e qualquer brasileiro gosta dele. E isso porque se identifica com o Lula pobre, que tomava água no riacho de vacas, que tinha pai bêbado e agressivo, que perdeu a esposa e seguiu em frente como todos nós, brasileiros, que não desistimos nunca.
Portanto o filme é sobre a vida do presidente, ou melhor, somente até o sindicalismo, o que pouco provavelmente irá denotar para mais ou para menos a elegibilidade do PT. Ele carrega a Dilma feito sacola faz tempo para todos os canteiros de obras do País, tentando reforçar a imagem e transferir seus votos a ela.
Mas o povo não se identifica com a Dilma. Ela é insossa, dizem alguns. Outros alegam que ela nunca fez nada. Ainda uma outra parte da população diz que ela não pode ser a sucessora presidencial por pura falta de competência administrativa e política.
Se o filme mostrasse a Dilma junto de Lula na Campanha, ou ainda qualquer outro nome que sempre esteve ao lado dele e que possa surgir numa candidatura inesperada, eu até poderia concordar com tais argumentos.
Mas o longa é uma produção despretensiosa, sem grandes altos e baixos, que poderia ter sido melhor sim, mas foi marcada apenas pela dor de um personagem que o Brasil aprendeu a respeitar, a admirar e a se identificar. É o Lula pessoa, não se trata do metalúrgico, do sindicalista, do deputado e tampouco do presidente. Apenas o Lula brasileiro.
Já a oposição vai mais além: diz que o filme é uma propaganda política e pode influenciar a eleição este ano. Fico confuso com isso...
Oras, o filme não me pareceu nem uma coisa nem outra. Mostrou o Lula enquanto pessoa, suas dificuldades na infância, as desgraças de sua vida, o pesadelo da viuvez e a vocação para o Sindicalismo. Nada além disso, nem menos que isso.
É um filme que emociona, sim, mas não nos torna mais simpáticos ao Partido dos Trabalhadores (PT). Então como ele pode influenciar as eleições?
Se com todo o carisma de Lula e sua excepcional avaliação de mandato pelo povo brasileiro, ainda assim deslanchar a Dilma está complicado, como eles acham que o filme vai influenciar uma eleição se não mostrou, nem por um minuto, o Lula político, aquele que tentou a eleição por 3 vezes e só conseguiu quando declarou que seria sua última tentativa? O Lula deputado, o Lula internacional...
O Lula é querido por todos. Aqui e lá fora. Mesmo com os sucessivos escândalos do PT, mesmo dando apoio total ao Sarney (que teve suas vísceras expostas com tanta corrupção), mesmo falando errado, cometendo gafes, todo e qualquer brasileiro gosta dele. E isso porque se identifica com o Lula pobre, que tomava água no riacho de vacas, que tinha pai bêbado e agressivo, que perdeu a esposa e seguiu em frente como todos nós, brasileiros, que não desistimos nunca.
Portanto o filme é sobre a vida do presidente, ou melhor, somente até o sindicalismo, o que pouco provavelmente irá denotar para mais ou para menos a elegibilidade do PT. Ele carrega a Dilma feito sacola faz tempo para todos os canteiros de obras do País, tentando reforçar a imagem e transferir seus votos a ela.
Mas o povo não se identifica com a Dilma. Ela é insossa, dizem alguns. Outros alegam que ela nunca fez nada. Ainda uma outra parte da população diz que ela não pode ser a sucessora presidencial por pura falta de competência administrativa e política.
Se o filme mostrasse a Dilma junto de Lula na Campanha, ou ainda qualquer outro nome que sempre esteve ao lado dele e que possa surgir numa candidatura inesperada, eu até poderia concordar com tais argumentos.
Mas o longa é uma produção despretensiosa, sem grandes altos e baixos, que poderia ter sido melhor sim, mas foi marcada apenas pela dor de um personagem que o Brasil aprendeu a respeitar, a admirar e a se identificar. É o Lula pessoa, não se trata do metalúrgico, do sindicalista, do deputado e tampouco do presidente. Apenas o Lula brasileiro.
A Dona-de-casa e o dilema profissional
Ontem dei carona a um rapazinho de 22 anos, que conheço desde que ele era ainda uma criança. Ele, todo feliz, me contou as novidades. Está trabalhando em uma fábrica, saiu de casa e mora sozinho. E mais: agora ele vai casar com uma menina que namora há algum tempo.
Quando o questionei se ele não estaria precipitando as coisas, ao casar-se tão cedo e com uma pessoa que ele mal conhece, ele me olhou indignado e disse:
- Claro que não! Veja só, eu tô cansado com o trabalho, ainda tenho de chegar em casa e lavar roupa, arrumar cama, fazer comida, não tá dando!
Eu retruquei imediatamente:
- Ah! Você quer uma escrava e não uma namorada...
Ele deu risada, ficou vermelho e confirmou:
- Então, ajuda bastante né, e ainda tem como "descarregar as energias" quando chega a noite...
Ele desceu e eu fiquei pensando...
Sempre fui feminista. Defensor dos ideais femininos, critico frequentemente as posturas masculinas quando tratam a mulher como inferior, como objeto, como sexo frágil...
E continuei a pensar:
A menina com a qual este rapaz vai casar está ciente de que sua vida não será fácil. Irá lavar cuecas sujas, queimar muito feijão no fogão, ter dor nas costas de passar pano na casa e varrer, e seus dias passarão tão depressa que, quando ela perceber, estará com cabelos brancos, rugas, e sua vida se resumiu a isso. Pior: ela tem hoje o poder de decidir se quer realmente isso para sua vida, mas alega que com sua mãe foi assim, sua avó foi assim, por que com ela seria diferente?
Então me veio uma idéia contrária ao que sempre pensei: Por que tirar da agarot o sonho de se casar, ter filhos e sim, por que não, ser uma dona-de-casa feliz?
Muitas feministas irão me odiar por isso, mas uma grande parcela de mulheres não querem outra coisa a não ser ter um marido, alguém que cuide delas, ter uma casa pra cuidar, filhos pra criar, ter preocupações importantes quanto a saúde do filho, da família, programar viagens de férias para todos, fazer cursos de costura e de artesanato pra poder ter um dinheirinho extra no fim do mês e comprar alguma coisa pra casa...
Sim, feministas, há de se aceitar que existem mulheres felizes ao ganhar jogo de panelas no aniversário. Que outras adoram deixar a casa limpa e perfumada e as roupas bem cuidadas do marido e dos filhos. Que elas querem manterem a certeza de que tudo está no devido lugar por que elas estão ali, cuidando de cada detalhe pessoalmente e que sempre sonharam com o dia de se casar e de ter sua prole.
Por outro lado o marido, que também se sente orgulhoso de sustentar a família, tem alimentada a libido, o orgulho, o respeito ao seu status social como pai de família.
Por outro lado o marido, que também se sente orgulhoso de sustentar a família, tem alimentada a libido, o orgulho, o respeito ao seu status social como pai de família.
Havendo o devido respeito entre as partes, sem violência sobrepondo o mais forte ao mais fraco, não há de que se queixar e nem por quem brigar. Casamento é contrato mútuo, são duas mãos lavando o rosto. Se ela é feliz cuidando da casa e ele gosta que ela continue cuidadando de tudo, por que não? Por que inflamar os nervos dela dizendo que ela tem de se libertar, tirar as correntes, ter a própria vida?
Conheço também muitas feministas que se odeiam por não saber fritar um ovo, que se sentem frustradas por ter toda a responsabilidade nas costas e que não conseguem tempo para ter um filho. Pior: ainda assustam os pretendentes por terem salários altos e inibirem a masculinidade de seus raros namorados.
Conheço também muitas feministas que se odeiam por não saber fritar um ovo, que se sentem frustradas por ter toda a responsabilidade nas costas e que não conseguem tempo para ter um filho. Pior: ainda assustam os pretendentes por terem salários altos e inibirem a masculinidade de seus raros namorados.
Já existem tantas mulheres que se dedicam à política, à ,medicina, à engenharia, ao direito, tantas mulheres pesquisadoras, dedicadas em suas profissões, por que não podem existir também as mulheres que pura e simplesmente querem uma vida aconchegante e feliz num lar que elas cuidam com tanta dedicação?
Minha mãe poderia ter sido uma brilhante profissional. Mas pela situação que se encontrava - e na época que viveu - seu maior sonho era poder criar os filhos dignamente. Casou-se de novo, e cuidou com muito esmero por décadas do seu lar. Cuidou de cada filho sem deixar passar uma fase em branco. E hoje sente-se orgulhosa disso, não se arrepende nem sente frustrações. E ainda diz que a maior alegria dela foi ter dado a luz a cada um dos seus e ter conseguido realizar o sonho de ver cada um formado em uma faculdade.
Então minhas idéias feministas que por um momento quase me fizeram dar um sermão no rapaz, acabaram me mostrando um outro ideal feminino, numa outra realidade antiga,que até hoje perdura, e que assim vai ser por todos os caminhos da humanidade pelo simples fato de vir de dentro, de uma vontade profunda que atinge não todas, mas uma significativa parcela de mulheres que apenas querem ter um lar, um marido e filhos.
Resumindo: Se existem mulheres decepcionadas com a vida que levaram, com o marido que as abandonou, com os filhos que acabaram se desvirtuando e pensam que podiam ter uma vida melhor independentes, com uma profissão, também há aquelas que se arrependem de terem seguido uma vida profissional e hoje estarem sozinhas, sem condições de ter um filho, e sem a menor competência para fritar um ovo no fogão.
Ou seja: A insatisfação é natural do ser humano, assim como a felicidade pode ser encontrada nos caminhos mais estranhos que possamos tomar.
Resumindo: Se existem mulheres decepcionadas com a vida que levaram, com o marido que as abandonou, com os filhos que acabaram se desvirtuando e pensam que podiam ter uma vida melhor independentes, com uma profissão, também há aquelas que se arrependem de terem seguido uma vida profissional e hoje estarem sozinhas, sem condições de ter um filho, e sem a menor competência para fritar um ovo no fogão.
Ou seja: A insatisfação é natural do ser humano, assim como a felicidade pode ser encontrada nos caminhos mais estranhos que possamos tomar.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
AVATAR 3D
Esqueça tudo o que você conhece sobre TV´s e imagens de cinema. Se você ainda não comprou sua FullHD ainda dá tempo de esperar mais um pouquinho.
O fato é que as empresas Samsung, Philips e Sony já estão lançando aparelhos com imagens em 3 dimensões e eles serão lançados ainda neste ano. A Sony já divulgou, também, que o aparelho Playstation 3 só precisará de uma atualização do sistema para se poder jogar em 3-D, portanto se você não sabe o que é, não sabe o que está perdendo.
Este final de semana fui conferir o Avatar, do aclamado James Cameron, no cinema. Estava um pouco receoso de pagar mais caro pra assisir ao 3d, mas após ler muito sobre o assunto fiquei curioso...
Pra resumir: ainda estava nos trailers. Ao final destes, um menino de 6 anos gritou enquanto a platéia fazia silêncio: - NOOOOOOSSA QUE LEGAAAAAAAAAAAAAAAAL!!! O cinema veio abaixo. Todos deviam ter pensado o mesmo, mas ninguém teve coragem de falar. Ele foi, com certeza, o porta-voz de todos que estavam ali e antes mesmo do filme já se surpreenderam com os efeitos da nova geração 3d.
Quanto ao filme: foram 2h45 minutos de sessão que não parecem 15 min. Um filme ágil, repleto de cores e sons dos mais variados que retratam o satélite Pandora que o ser humano tenta dominar para conseguir uma energia infinitamente maior do que tudo que se conhece na Terra.
O filme parece um pouco a Pocahontas, mas aos poucos a trama muito bem montada mostra que o ser humano e sua cobiça são os verdadeiros vilões, um bang-bang às avessas.
Avatar tem este enredo que numa primeira vista não parece contar nada novo. Mas a interação com a tecnologia 3-D transforma o filme numa aventura compartilhada, onde nós não assistimos ao que acontece, a gente vive cada momento que se passa no filme.
Um neurocientista avaliou que esta nova tecnologia age numa área diferente do cérebro provocando memórias mais duradouras. Em outras palavras: as cenas não saem da minha cabeça, as cores, a sensação de estar lá em outro planeta é única.
Se você ainda não viu, corra, porque em 2D será apenas mais um filme de ficção. Mas no cinema, em 3-D, é a inauguração de um novo tempo no mundo do cinema e da tecnologia. Vale MUITO a pena conferir.
O fato é que as empresas Samsung, Philips e Sony já estão lançando aparelhos com imagens em 3 dimensões e eles serão lançados ainda neste ano. A Sony já divulgou, também, que o aparelho Playstation 3 só precisará de uma atualização do sistema para se poder jogar em 3-D, portanto se você não sabe o que é, não sabe o que está perdendo.
Este final de semana fui conferir o Avatar, do aclamado James Cameron, no cinema. Estava um pouco receoso de pagar mais caro pra assisir ao 3d, mas após ler muito sobre o assunto fiquei curioso...
Pra resumir: ainda estava nos trailers. Ao final destes, um menino de 6 anos gritou enquanto a platéia fazia silêncio: - NOOOOOOSSA QUE LEGAAAAAAAAAAAAAAAAL!!! O cinema veio abaixo. Todos deviam ter pensado o mesmo, mas ninguém teve coragem de falar. Ele foi, com certeza, o porta-voz de todos que estavam ali e antes mesmo do filme já se surpreenderam com os efeitos da nova geração 3d.
Quanto ao filme: foram 2h45 minutos de sessão que não parecem 15 min. Um filme ágil, repleto de cores e sons dos mais variados que retratam o satélite Pandora que o ser humano tenta dominar para conseguir uma energia infinitamente maior do que tudo que se conhece na Terra.
O filme parece um pouco a Pocahontas, mas aos poucos a trama muito bem montada mostra que o ser humano e sua cobiça são os verdadeiros vilões, um bang-bang às avessas.
Avatar tem este enredo que numa primeira vista não parece contar nada novo. Mas a interação com a tecnologia 3-D transforma o filme numa aventura compartilhada, onde nós não assistimos ao que acontece, a gente vive cada momento que se passa no filme.
Um neurocientista avaliou que esta nova tecnologia age numa área diferente do cérebro provocando memórias mais duradouras. Em outras palavras: as cenas não saem da minha cabeça, as cores, a sensação de estar lá em outro planeta é única.
Se você ainda não viu, corra, porque em 2D será apenas mais um filme de ficção. Mas no cinema, em 3-D, é a inauguração de um novo tempo no mundo do cinema e da tecnologia. Vale MUITO a pena conferir.
Viagem ao Mercosul 3- o Uruguay
O menor dos 3 países visitados, mas com toda a certeza, o que mais vale a pena retornar para conhecer melhor.
O Uruguay é um país que já foi argentino, brasileiro, mas acabou lutando para se tornar independente e conseguiu. O mais engraçado lá é ver como eles falam um espanhol muito misturado ao português. Mas não diga que não é espanhol, ou você arruma inimigos!
Os uruguaios são extremamente simpáticos e recebem os brasileiros com extremo carinho e atenção, muito diferente dos argentinos e paraguaios. Mas as diferenças não páram por aí. O país inteiro é limpo. Mesmo as casas mais humildes são limpas e organizadas.
A moeda uruguaia está com paridade de 1x10 do real, ou seja, com 1 real você tem 10 pesos uruguaios, mas em praticamente todos os lugares aceitam dólares ou reais. Os pesos argentinos que levei, entretanto, tive de trocar na casa de câmbio, por que eles olham meio torto pras notas e em muitos lugares não aceitaram.
Queijo, vinhos e artefatos de couro - o lugar ideal
Quem gosta de um bom vinho e um queijo de primeira, tem de conhecer o Uruguai. Eles têm excelência no tratamento dos derivados de leite e os vinhos, até mesmo os mais baratinhos, são muito melhores que os nossos brasucas. SEM COMPARAÇÃO.
Roupas de couro lá é muito barato. E você ainda pode conhecer todo o processo do curtimento do couro até se transformar em bolsas, jaquetas, cintos, etc;
O Uruguai tem diversas cidades centenárias. Desde Colonia del Sacramento, tipicamente portuguesa, que lembra Paraty (RJ), até Montevideo, Rocha e outras que merecem a pena uma revisita.
Apesar de não ser uma potência, nem de estar livre de problemas econômicos, o povo uruguaio é cordial e compartilha com o brasileiro a rixa contra os argentinos. Eu mesmo passei por isso, ao atravessar a fronteira, seguraram todos os carros argentinos, revistaram dentro e fora. Já os brasileiros passavam direto. Parei para perguntar ao guarda se não precisava de nenhuma permissão ou documento, ele me disse que só com a carta-verde já era suficiente, afinal, éramos países irmãos. Mas pelo visto a argentina deve ser país-sogra ou país-concunhado deles, pois o tratamento era completamente diferente.
O Uruguay também tem o paraíso das compras. Na pequena Chuí, divisa com o Rio Grande do Sul, assim como em Sacramento, há dutys frees e pode-se comprar muita coisa boa, legítima e não tão em conta como no paraguay, mas com muito menos dificuldade em andar e procurar o que se quer levar.
Ainda mais: não só bebidas,perfumes, eletrônicos e cigarros você encontra lá. Nestas cidades ainda há lojas especializadas em vinhos e queijos de todo o país por preços de mussarela e sangue de boi!!! Queijos e vinhos de primeira, acredite!
O único lado ruim destas cidades é que, com toda a certeza, os brazukas a transformaram num novo paraguay. Gente comprando pra todo lado, carros alucinados não respeitando os sinais e faixas, e um povo ligeiramente mal educado similar aos paraguaios. Mas justamente na cidade colada no Brasil eles são assim? Iguais ao Paraguay? Acho então que o problema são os brasileiros, com toda a certeza!
O Uruguay é um país que já foi argentino, brasileiro, mas acabou lutando para se tornar independente e conseguiu. O mais engraçado lá é ver como eles falam um espanhol muito misturado ao português. Mas não diga que não é espanhol, ou você arruma inimigos!
Os uruguaios são extremamente simpáticos e recebem os brasileiros com extremo carinho e atenção, muito diferente dos argentinos e paraguaios. Mas as diferenças não páram por aí. O país inteiro é limpo. Mesmo as casas mais humildes são limpas e organizadas.
A moeda uruguaia está com paridade de 1x10 do real, ou seja, com 1 real você tem 10 pesos uruguaios, mas em praticamente todos os lugares aceitam dólares ou reais. Os pesos argentinos que levei, entretanto, tive de trocar na casa de câmbio, por que eles olham meio torto pras notas e em muitos lugares não aceitaram.
Queijo, vinhos e artefatos de couro - o lugar ideal
Quem gosta de um bom vinho e um queijo de primeira, tem de conhecer o Uruguai. Eles têm excelência no tratamento dos derivados de leite e os vinhos, até mesmo os mais baratinhos, são muito melhores que os nossos brasucas. SEM COMPARAÇÃO.
Roupas de couro lá é muito barato. E você ainda pode conhecer todo o processo do curtimento do couro até se transformar em bolsas, jaquetas, cintos, etc;
O Uruguai tem diversas cidades centenárias. Desde Colonia del Sacramento, tipicamente portuguesa, que lembra Paraty (RJ), até Montevideo, Rocha e outras que merecem a pena uma revisita.
Apesar de não ser uma potência, nem de estar livre de problemas econômicos, o povo uruguaio é cordial e compartilha com o brasileiro a rixa contra os argentinos. Eu mesmo passei por isso, ao atravessar a fronteira, seguraram todos os carros argentinos, revistaram dentro e fora. Já os brasileiros passavam direto. Parei para perguntar ao guarda se não precisava de nenhuma permissão ou documento, ele me disse que só com a carta-verde já era suficiente, afinal, éramos países irmãos. Mas pelo visto a argentina deve ser país-sogra ou país-concunhado deles, pois o tratamento era completamente diferente.
O Uruguay também tem o paraíso das compras. Na pequena Chuí, divisa com o Rio Grande do Sul, assim como em Sacramento, há dutys frees e pode-se comprar muita coisa boa, legítima e não tão em conta como no paraguay, mas com muito menos dificuldade em andar e procurar o que se quer levar.
Ainda mais: não só bebidas,perfumes, eletrônicos e cigarros você encontra lá. Nestas cidades ainda há lojas especializadas em vinhos e queijos de todo o país por preços de mussarela e sangue de boi!!! Queijos e vinhos de primeira, acredite!
O único lado ruim destas cidades é que, com toda a certeza, os brazukas a transformaram num novo paraguay. Gente comprando pra todo lado, carros alucinados não respeitando os sinais e faixas, e um povo ligeiramente mal educado similar aos paraguaios. Mas justamente na cidade colada no Brasil eles são assim? Iguais ao Paraguay? Acho então que o problema são os brasileiros, com toda a certeza!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Viagem ao Mercosul 2 - A Argentina
Essa eu recebi de um Argentino mesmo, e representa tudo o que vi
"Um argentino estava fazendo amor quando ela diz: Ai! Meu Deus!
Ele prontamente responde: Bom, já que somos íntimos pode me chamar de Oscar..."
Eita povinho metido a besta!
- Se andar de trem ou metrô, lembre-se: as lixeiras são enfeites lindos, não se pode sujá-las. Atire todas as latas, papel de embalagem, fraldas sujas e o que mais tiver pra descartar na via do trem.
- Depois de conhecer Buenos Aires inteira, gostei mais do Carrefour: Com nossa moeda valendo o dobro das deles, você se sente como se todas as prateleiras estivessem em liquidação maluca: com duzentos reais você faz compras de mês pra três famílias grandes! Eu trouxe tanta coisa que quando abri o porta-malas do Uno o carro explodiu de cacareco pra todo lado.
"Um argentino estava fazendo amor quando ela diz: Ai! Meu Deus!
Ele prontamente responde: Bom, já que somos íntimos pode me chamar de Oscar..."
Eita povinho metido a besta!
Curiosidades
- Ao contrário do que a maioria pensa, o melhor da Argentina não está em Buenos Aires. Ponto para as pequenas cidades do interior, com povo amável, receptivo e extremamente atencioso. As províncias de Misiones, Corrientes e Entre Ríos tem lugares belíssimos e gente disposta a lhe atender a qualquer necessidade.
- A Argentina parece o Rio de Janeiro. Um lugar maravilhoso com um povo estúpido que não merece a terra que tem.
- Dizem que as pessoas de lá são tão bonitas, que parecem europeus, isso e aquilo. Conferi com meus próprios olhos. Realmente, numa primeira vista parecem ser. Mas abriu a boca, já era. Além de mostrarem um umbigo do tamanho do mundo, os argentinos tem em sua esmagadora maioria os dentes tortos, amarelos, e um monte faltando. Será que expulsaram os dentistas de lá?
- A Argentina parece o Rio de Janeiro. Um lugar maravilhoso com um povo estúpido que não merece a terra que tem.
- Dizem que as pessoas de lá são tão bonitas, que parecem europeus, isso e aquilo. Conferi com meus próprios olhos. Realmente, numa primeira vista parecem ser. Mas abriu a boca, já era. Além de mostrarem um umbigo do tamanho do mundo, os argentinos tem em sua esmagadora maioria os dentes tortos, amarelos, e um monte faltando. Será que expulsaram os dentistas de lá?
- Não adianta querer pagar uma de moderno com seu cartão de crédito. Você só consegue usá-lo em poucos lugares. Pra gasosa e pedágio tenha sempre a moeda deles, a única aceita fora de Buenos Aires.
- Diferente dos brasileiros que até colocam placas bilingues no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, não tente falar portunhol nem português. Eles não fazem a menor questão de entender. Esteja com seu espanhol em dia.
- Se for pra Foz, vá até Puerto Iguazu, bem na divisa com a Argentina. Fiquei num hotel lá por 3 dias. A comida por ali é excelente, cheio de barzinhos com a cara dos brasileiros, aceitam nossos reais em qualquer lugar, são muito mais atenciosos e prestativos do que qualquer outro lugar da Argentina. Mas também estão colados na gente, né??? Acho que aprenderam a ter um pouquinho de educação e que sorrir não mata ninguém. Além do mais tem Cassinos, uma parrillada deliciosa e peixes de rio bem variados.
Dirigindo na Argentina
- As estradas não são enormes e largas como no Brasil (especialmente em São Paulo), mas de uma maneira geral são muito bem conservadas. Mas tem posto fiscal da polícia quase a cada 100 km. E se tiver um guarda fora da casinha, pode esperar que ele vai te parar, revistar tudo, e te extorquir. Os guardas seguem os mesmos princípios paraguaios (leia post anterior). Torça pra ser abordado por uma policial mulher. Apesar de criteriosas, elas ao menos são honestas!
- Dependendo da província (estado) que você cruza (eu atravessei Misiones, Corrientes, Entre Ríos e Buenos Aires, até chegar na cidade de BsAs), há muita estrada e pouca civilização. Parecem as estradas de Goiás, Mato Grosso... parar pra abastecer assim que ver civilização é regra. Um isopor no carro também é essencial, ou teríamos morrido de sede.
- Dependendo da província (estado) que você cruza (eu atravessei Misiones, Corrientes, Entre Ríos e Buenos Aires, até chegar na cidade de BsAs), há muita estrada e pouca civilização. Parecem as estradas de Goiás, Mato Grosso... parar pra abastecer assim que ver civilização é regra. Um isopor no carro também é essencial, ou teríamos morrido de sede.
- Caminhão lá dá sinal oposto ao brasileiro. A sorte é que fui sabendo. Ao invés de acionar o pisca pra direita pra você ultrapassar, eles acionam pra esquerda (esquisitíssimo).
- Faixa da pista, em alguns estados é carril. Em outros é trocha. Imagina eu tentando entender "Mantengase em su trocha"
- Os postos lá não aceitam cartão de crédito (uma grande maioria). Os poucos que aceitam cobram acréscimo de 10%. Ter moeda deles é essencial.
- Tem Posto Petrobras de monte lá. Parece que nossa estatal comprou a YPF que era deles com a Inglaterra. Venderam a parte deles. Menos mal, mas ainda assim era um posto argentino!
- Os peajes (pedágios) nas carreteras (estradas) são muito mais baratos e em menor número que no Brasil. Paguei de 1 a 5 reais no máximo em cada um que passei. Entretanto - e vale destacar - os pedágios na província de Buenos Aires, além de bem mais caros, são xenófobos - estrangeiros pagam mais caro!
- Não tente parar o seu carro próximo dos policiais para pedir informação. Antes mesmo de você conseguir perguntar algo, eles vão te pedir todos os documentos e revistar seu carro inteiro.
- Andando no Centro de Buenos Aires, acelere o máximo que puder. Não pare nas faixas, não dê preferências, e só pare quando o sinal estiver realmente vermelho. E por falar em sinal...
- O Sinal amarelo na Argentina significa: BUZINE AGORA E XINGUE O MOTORISTA DA FRENTE
- Andando no Centro de Buenos Aires, acelere o máximo que puder. Não pare nas faixas, não dê preferências, e só pare quando o sinal estiver realmente vermelho. E por falar em sinal...
- O Sinal amarelo na Argentina significa: BUZINE AGORA E XINGUE O MOTORISTA DA FRENTE
- Você tem de andar no carro com 2 triângulos, kit de primeiros socorros, uma corda pra reboque, sacos pretos de mortalha, lençol branco pra cobrir o corpo depois da mortalha (sim, pra cobrir cadáver, só não sei pra que serve se eu morrer dirigindo, como vou me cobrir com plástico e lençol branco???)... que gente mórbida... eca...
Em Buenos Aires
- Lembra do Brasil há 20 anos? Conscientização 0 de meio ambiente, pobreza e sujeira pra todo lado contrastando com prédios suntuosos que revelam um período de decadência acirrada. Bem vindo, hermanos, a Buenos Aires!
- Se andar de trem ou metrô, lembre-se: as lixeiras são enfeites lindos, não se pode sujá-las. Atire todas as latas, papel de embalagem, fraldas sujas e o que mais tiver pra descartar na via do trem.
- Depois de conhecer Buenos Aires inteira, gostei mais do Carrefour: Com nossa moeda valendo o dobro das deles, você se sente como se todas as prateleiras estivessem em liquidação maluca: com duzentos reais você faz compras de mês pra três famílias grandes! Eu trouxe tanta coisa que quando abri o porta-malas do Uno o carro explodiu de cacareco pra todo lado.
- A cidade é dominada por chineses. A cada 3 mercadinhos que entrei, 4 eram de propriedade de chineses. E os descendentes indígenas são a classe desfavorecida por lá.
- Cuidado com a enganação no show de Tango: reservei com antecedência uma mesa para eu e minha mãe. Era reserva com jantar incluso (podia ser só o show). Pagamos cerca de U$200 para tal. O local era maravilhoso, no meio do Puerto Madero, com vista para o cais reformado, coisa de primeiro mundo. Chegando lá a anfitriã da casa nos recebe muito educadamente e nos leva à nossa mesa. Curiosamente, era uma mesa comprida, pra umas 30 pessoas. Eu e ela, de frente um pro outro, no meio da mesa, que estava dividida para outros 2 grupos do nosso lado esquerdo e direito. Ou seja, a primeira impressão que você tem é pra sair correndo, pois vai ficar apertado entre dezenas de pessoas estranhas dos dois lados. Não bastasse isso, quando a gente se dá conta, tinha uma torre bem na nossa frente que nos impossibilitava de ver o palco.
Oras! Eu paguei pra ver o show e ainda o adicional pelo jantar. Como vou ver o show se me põe na frente de uma torre? Antes da gente comentar alguma coisa - e obviamente programado - a anfitriã diz que poderia arrumar um lugar melhor, pois os outros estavam todos reservados, próximo ao palco, com menu do jantar também melhorado, ao acréscimo de mais U$170. Eu fiquei com tanta raiva, mas tinha andado mais de 2 mil km pra levar minha mãe até ali, não ia recuar. Desconfiei que era armação na hora e recusei, mesmo com ela insistindo muito. Eles servem o jantar e o show começa uma hora depois. As mesas reservadas ao nosso lado ficaram às moscas. Um outro casal de brasileiros passou pela mesma situação, mas o coitado caiu na armadilha, nem pudemos avisá-lo. Quando nos demos conta, a anfitriã sorridente os levou ao lado do palco. Pois começou o show, eu e minha mãe nos levantamos e sentamos nas mesas ao lado, onde se poderia enfim ver o show. A garçonete ameaçou reclamar, mas eu insisti que não tinha ninguém ali, e que não sairia. Como fui rude (muito mais do que costumo ser), ela não insistiu mais. E conseguimos então ver o show, que realmente valia a pena, não fossem as armadilhas porteñas. Que desnecessário e vulgar isso! A quem quiser saber, a casa se chama Madero Tango, uma das mais caras e respeitadas de lá. Que dirá as demais...
- Grosseria é comum por lá. Comprei passagens para o Buquebus (um navio que transporta pessoas e veículos até o Uruguai). É lindo, uma estrutura magnífica, também digno de primeiro mundo. Mas eles te tratam feito imigrante ilegal, olhando feio. Se pede pra repetirem algo pois você não entendeu, a cara fica ainda pior e a má vontade aumenta. Mas o passeio vale a pena, no navio tem poltronas muito confortáveis, os carros vão no subsolo e na parte de cima tem até um Duty Free, meio caro, mas com coisas variadas.
Resumo: A Argentina tem uma cultura rica, intensa de sabores, cores e aromas. Mas tem um povinho que insiste morar por lá que estraga tudo.
Viagem ao Mercosul 1 - O Paraguay!
- Yo vim de el Paraguay para mata-lo! - disse um sujeito suspeito.
- Para o quê? responde o brasileiro
- Para Guay!
(piada sem graça)
Curiosidades
- Ciudad del Este (foto), que faz fronteira com as cidades de Foz do Iguaçu (Brasil) e Puerto Iguazu (Argentina) é o terceiro maior centro de compras do mundo. Só perde para Hong Kong e Miami.
Dirigindo no Paraguay
- Alguém assistiu Caminhos da Índia? Eu não! Mas o trânsito é igualzinho. Pessoas carregando caixas, bicicletas pra todo lado, carros se atirando sobre você... Imagina algo assim muito ruim. Agora multiplica por 10 e você sabe o que vai ter de encarar por lá.
- Rotatória é o alvo dos carros kamikazes. Um monte de lotação, caminhonete velha e suv´s caríssimas fazendo prevalecer a lei do "cheguei primeiro". Na dúvida, fecha os olhos e acelera. Se abrir os olhos e ver um monte de gente feia, você não morreu e foi parar no inferno. Você ainda está vivo!
- Calor pouco é bobagem. Estas três cidades chegam a 40º brincando no verão. E a sensação térmica é ainda muito maior por conta da umidade que vem dos gigantescos rios que cortam tudo ali. E você não pode andar com os vidros abertos por que os vendedores praticamente entram na sua janela e te jogam as coisas no colo. Se não tiver ar-condicionado, leve um terço e reze muito. Para fazer com que eles não te ofereçam nada quando estiver no carro, uma dica simples: NUNCA OLHE PARA O QUE ELES ESTÃO CARREGANDO e faça cara de quem está arrasado! Esta é de ouro!
Comprando no Paraguai
- As pessoas te oferecem insistentemente de tudo. Imagina um cara que chegou pra mim oferecendo barbeador elétrico. Eu relutei dizendo que usava barba e que isso era desnecessário. Ele continuou insistindo. Eu negando. Daí ele me ofereceu (pasme) camisinha musical. E por acaso meu bilau quer ouvir música? De onde eles tiram essas idéias? E coitada da pessoa que estiver comigo. Imagina se a camisinha escapa e a pessoa vai no médico com uma coisa cantando dentro dela... abominável! Bom, com minha careta ao oferecer isso, ele tentou mais: - tenho camisinhas e calcinhas comestíveis (ARGH) de vários sabores. E eu fugindo dele. E ele atrás. Daí eu olho pra ele e agradeço, já com uma certa rispidez. Ele chega no meu ouvido e diz: - Tenho Viagra baratinho... O que esse cara tá pensando? agora me ofendeu! Só porque sou grisalho não quer dizer que esteja precisando disso! Dei um chega pra lá nele e saí bufando, revoltado!
- Cuidado com cartões de crédito e com reais. Existe uma prática muito comum nas lojas deles que é a de passar o cartão várias vezes alegando que não passou. Se usar cartão, fique de olho. Cuidado também com a cotação do dólar. Eu fui prevenido e comprei bem antes em casas de câmbio de Campinas. Lá a cotação é aleatória, mas sempre maior do que você pode imaginar. Finalmente preocupe-se com a nota. Eles sempre te dão uns recibos nojentos de pedidos, você diz que quer nota e insistem com isso. Não saia de lá sem a nota fiscal. Não é por conta de garantia por que isso lá só tem em raras lojas. Mas sim para a Policia Federal brasileira não infernizar ainda mais o seu dia. Lembre-se que a cota para brasileiros é de U$300 somente...
(eu gastei mais de 1000 e dei sorte, mas não quer dizer que todos vão conseguir isso também).
- Sou viciado em games. Tive de todas as gerações e fui felizão comprar meu Play3. Pois saibam que eu levei uma manhã inteira pra conseguir isso e deixei minha mãe em pânico me esperando, achando que eu tinha sido sequestrado. Bom, parece coisa de português. Os preços variam demais de loja em loja e você precisa ainda saber em quais lojas comprar (em breve vou postar algumas dicas). Depois de andar por umas 10 lojas consultando preços e modelos, voltei àquela que eu iria comprar. Fiz o pedido. A moça me encaminha pro Caixa, que era o segundo andar. Subo eu lá no segundo andar, pago, e desço de novo. Entrego o papel pra ela pra retirar, e ela me diz que pra retirar também não é ali, é no sexto. Vou no elevador, só funciona o de carga. Vou pra escada... Imagina uma escada de madeira podre. Agora imagina seis andares e 12 lances subindo, subindo e pencas de pessoas transitando e chacoalhando a escada. Chego num andar vazio, sem lojas, e alguns indigentes dormindo neste andar mal iluminado. Por um instante, entendi o medo da minha mãe. Achei que era uma cilada. Dobrei o corredor e vi o estoque da loja. Pessoas mal educadas empurraram o pacote na minha mão. Pedi pra testar. Deram risada e mandaram subir mais um lance. Eu estava encharcado de suor, pensei: - agora é que eu tomo o bote. Subi o lance de escadas. Logo vi o rapaz com uma TV jogando Call of Duty. Dei a caixa pra ele, que nem me olhou na cara. Ele tirou da caixa, ligou o aparelho, mal entrou a imagem, desligou, enfiou na caixa e me empurrou nas mãos. Lá volto eu descer os 7 andares agarrado à caixa como se fosse meu bote de sobrevivência. Quando cheguei no carro me sentia um vitorioso e você que está lendo deve imaginar o porquê.
Resumindo: você compra mais barato, sim, mas vale a pena pensar no sacrifício e nos riscos antes de ir neste paraíso de sacoleiros.
É importante saber
- Os brasileiros têm uma dívida histórica com o Paraguay. Em 1865 formamos uma tríplice aliança com a Argentina e o Uruguay (monitorados e comandados pela Inglaterra) para destruir os Paraguaios. E sabe por quê? Eles tinham formado uma economia sólida e pujante, com empresas altamente lucrativas e grandes plantações que antes eram monopólios ingleses e foram estatizadas, dando ao Paraguai altas receitas e um exército forte e combativo, similar a dos Estados Unidos nesta época. Só que isto foi contra os interesses da Inglaterra, que então comandou a Guerra do Paraguai colocando seus escravos brasileiros, uruguaios e argentinos contra os pobres guaranis. Eles foram resistentes. Em menor número e em situação de defesa resistiram bravamente. Mas a tríplice aliança transformou a maior economia do cone sul em um dos países mais pobres e carentes da atualidade. Agora entenda quando você for maltratado por lá o que realmente aconteceu antes de acabar com a moral dos nossos vizinhos. Temos este débito com eles, reconheça!
- O idioma oficial por lá é o Espanhol. Mas entre eles, usa-se a língua indígena Guarani, que também é nome da moeda. Geralmente nas lojas eles te entendem, mas quando falam entre si usam o Guarani, e a gente fica sempre com a idéia de que estão nos xingando e tirando sarro. E acredite: estão! O mesmo ocorre nas lojas de chineses e árabes. Incrível a quantidade desta gente ali.
- As moedas aceitas são: real, dólar, euro, peso argentino e guarani. De todas as opções, sempre escolha o dólar pra ficar livre de dores de cabeça.
- A gasolina lá é barata. Mas você confia? Nem eu!
- Na rua existem diversos vendedores de laranja. Eles entregam as frutas descascadas e cortadas, prontas pra chupar. Por 1 real você compra 3 laranjas geladas. Que idéia natural, não?
- Eles tem original e imitação de tudo ali. de Calçados a comestíveis, de eletrônicos a perfumaria. Roupas, brinquedos, cobertores, e tudo o que sua imaginação pensar lá tem. Mas o cuidado com as compras é inevitável e o barato, quase sempre, acaba caro.
- Itaipu é a maior hidrelétrica do mundo. Apesar de ser uma construção binacional, o Brasil utiliza mais de 80% da produção. Recentemente o presidente Lugo (aquele da centena de filhos) quis que o Brasil pagasse mais pela luz, pois o preço estava muito abaixo de mercado. Eu acho justo, depois do que fizemos com eles...
- Eu estive ali quando tinha 8 anos de idade. Depois retornei aos 22. E agora com 36 voltei novamente. Fora o crescimento gigantesco que a cidade teve, e alguns gastos com infra-estrutura, a pobreza, a marginalidade, a sujeira, o descaso com a situação indígena, a maladragem, tudo continua igual como sempre esteve.
Primeira Postagem

Olá amigos! Depois de alguns anos sem blogar e precisando compartilhar o que acho importante e útil (nem sempre) com vocês, decidi reabrir o Bad News - o site da desgraça de graça e compartilhada!
Não perca a seguir as dicas de viagens de carro para o Mercosul. Acabei de realizar a viagem. Tem muito texto, mas vale a pena dar uma olhada.
Grande abraço!!!
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