sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O filme de Lula - um ato político?

Alguns da  situação alegam que o filme Lula, o filho do Brasil, por ser dirigido pelo Fábio Barreto, supostamente ligado a TV Globo, resultou num filme insosso, e não deu o toque que necessitava para mostrar o verdadeiro Lula.

Já a oposição vai mais além: diz que o filme é uma propaganda política e pode influenciar a eleição este ano. Fico confuso com isso...

Oras, o filme não me pareceu nem uma coisa nem outra. Mostrou o Lula enquanto pessoa, suas dificuldades na infância, as desgraças de sua vida, o pesadelo da viuvez e a vocação para o Sindicalismo. Nada além disso, nem menos que isso.
É um filme que emociona, sim, mas não nos torna mais simpáticos ao Partido dos Trabalhadores (PT). Então como ele pode influenciar as eleições?

Se com todo o carisma de Lula e sua excepcional avaliação de mandato pelo povo brasileiro, ainda assim deslanchar a Dilma está complicado, como eles acham que o filme vai influenciar uma eleição se não mostrou, nem por um minuto, o Lula político, aquele que tentou a eleição por 3 vezes e só conseguiu quando declarou que seria sua última tentativa? O Lula deputado, o Lula internacional...

O Lula é querido por todos. Aqui e lá fora. Mesmo com os sucessivos escândalos do PT, mesmo dando apoio total ao Sarney (que teve suas vísceras expostas com tanta corrupção), mesmo falando errado, cometendo gafes, todo e qualquer brasileiro gosta dele. E isso porque se identifica com o Lula pobre, que tomava água no riacho de vacas, que tinha pai bêbado e agressivo, que perdeu a esposa e seguiu em frente como todos nós, brasileiros, que não desistimos nunca.

Portanto o  filme é sobre a vida do presidente, ou melhor, somente até o sindicalismo, o que pouco provavelmente irá denotar para mais ou para menos a elegibilidade do PT. Ele carrega a Dilma feito sacola faz tempo para todos os canteiros de obras do País, tentando reforçar a imagem e transferir seus votos a ela.

Mas o povo não se identifica com a Dilma. Ela é insossa, dizem alguns. Outros alegam que ela nunca fez nada. Ainda uma outra parte da população diz que ela não pode ser a sucessora presidencial por pura falta de competência administrativa e política.

Se o filme mostrasse a Dilma junto de Lula na Campanha, ou ainda qualquer outro nome que sempre esteve ao lado dele e que possa surgir numa candidatura inesperada, eu até poderia concordar com tais argumentos.

Mas o longa é uma produção despretensiosa, sem grandes altos e baixos, que poderia ter sido melhor sim, mas foi marcada apenas pela dor de um personagem que o Brasil aprendeu a respeitar, a admirar e a se identificar. É o Lula pessoa, não se trata do metalúrgico, do sindicalista, do deputado e tampouco do presidente. Apenas o Lula brasileiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário